Sensoriamento e Automação do Disco de Pelotamento
Período de Execução
Identificação
Sobre o Projeto
O Brasil é um dos países que possuem as maiores jazidas de minério de ferro do mundo. Devido aos recursos financeiros envolvidos, mão-de-obra, arrecadação de impostos, envolvimento de atividades logísticas e comercialização exterior, a mineração é uma das principais atividades econômicas do país, envolvendo nesse contexto as plantas de pelotização de minério de ferro. As pelotas de minério de ferro são um dos insumos essenciais utilizados na produção mundial do aço. Compostas essencialmente de óxido de ferro (Fe2O3), são aglomerados com diâmetro que varia de 6,3 a 16 mm, cuja sua produção envolve a combustão para que obtenham a resistência mecânica necessária para serem utilizadas nos alto fornos siderúrgicos. Tal característica impede que as pelotas se quebrem e se transformem em finos, dificultando a permeação do ar através da carga do alto forno e consequentemente reduzindo a eficiência da queima e produção do ferro gusa, o qual é transformado em aço nas etapas posteriores de refino. Para garantir a produção de pelotas com a qualidade desejada, especialmente nos aspectos de composição e resistência mecânica, testes são feitos em laboratório com o objetivo de analisar tais pelotas em um disco de pelotamento. Existe no mercado, vários fabricantes de disco de pelotamento semi-automático, ou seja, conseguem controlar a rotação e a inclinação do disco, porém, o disco de pelotamento da Vale não possue tais funcionalidades, o que dificulta a realização de análise, sendo assim, pretende-se com este projeto o sensoriamento e a automação do disco de pelotamento, com o objetivo de que o mesmo possa realizar a variação de velocidade e inclinação do ângulo de forma automática, pretende-se também a implementação de câmeras no disco de pelotamento, para que o mesmo seja capaz de realizar análise online através de Visão Computacional