Mobilidade Elétrica, Eficiência Energética, Sistemas Inteligentes e Sustentabilidade no Desenvolvimento Social e Econômico Capixaba
Período de Execução
Identificação
Sobre o Projeto
O Programa de Extensão foca na Mobilidade Elétrica (ME), Eficiência Energética (EE) e Sistemas Inteligentes como fatores essenciais para o desenvolvimento social e econômico sustentável. O setor de transportes no Brasil é estratégico para as metas de redução de emissões de carbono, dada sua alta contribuição de poluentes. A Eletromobilidade, ou eletrificação do transporte, utiliza Veículos Elétricos (VEs) para reduzir o consumo de combustíveis fósseis, as emissões de CO2 e a poluição sonora. O potencial da ME no Brasil é reforçado pela matriz elétrica ser predominantemente de fontes renováveis (superior a 85). Globalmente, a frota de VEs é projetada para alcançar cerca de 200 milhões de unidades até 2030. A difusão da ME no país, contudo, enfrenta barreiras sociotécnicas: o alto custo de aquisição dos VEs, influenciado pelo preço das baterias; a insuficiência da infraestrutura de recarga, que provoca a "ansiedade de alcance"; e a falta de padronização dos plugs de carregamento. O carregamento de VEs também pressiona a rede elétrica, podendo desestabilizar o grid local com supercarregadores. A intervenção estatal é crucial para apoiar a infraestrutura de recarga rápida e negociar a padronização dos plugs. A Eficiência Energética busca otimizar o uso dos recursos, reduzindo custos e impacto ambiental. É vital no segmento de edificações, que consome 51 da eletricidade total do Brasil. A Transformação Digital (IoT, IA, Computação em Nuvem) fornece dados para otimizar processos. Tecnologias como BIM (Modelagem da Informação da Construção) e BMS (Sistemas de Gestão Predial) aplicam-se em todas as fases do ciclo de vida das edificações (projeto, construção, operação, reforma e demolição), maximizando a EE. As Smart Grids (Redes Elétricas Inteligentes) são fundamentais para a transição energética, facilitando a massificação de Recursos Energéticos Distribuídos (REDs), como a Geração Distribuída (GD) e os VEs. A GD permite que clientes se tornem "prossumidores". VEs com tecnologia Vehicle-to-Grid (V2G) têm potencial para contribuir para a estabilidade da rede. No âmbito das políticas, programas federais, como o Pró-Transporte (FGTS), financiam projetos alinhados à Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU). Entretanto, há oportunidades de melhoria, como a necessidade de incluir a adaptação à mudança do clima e o monitoramento e avaliação dos projetos, além de aumentar os incentivos para modos de transporte com fontes de energia mais limpas, como os sistemas sobre trilhos, que já recebem condições de financiamento mais favoráveis. A implementação de Cidades Inteligentes (como Londres e Nova Iorque, que lideram rankings internacionais) exige a integração de sistemas digitais para otimizar a gestão urbana e de recursos