50 egressos do Bacharelado em Sistemas de Informação, acompanhados da bolsa de pesquisa à posição de hoje. A renda cresceu 8,0× em termos reais, e 50/50 seguem em tecnologia.
Indicadores de impacto
- 8,0×
- crescimento real médio da renda (até 17,7×) — da bolsa à posição atual
- ~11 anos
- experiência mediana até nível Sênior ou superior
- 10/50
- lideram ou gerenciam hoje (16 já passaram por liderança)
- 13/50
- em empregador internacional — 1º emprego internacional com ~8 anos de carreira
- +6%
- prêmio internacional vs. nacional (mediana estimada) — ver ressalva
- 50/50
- seguem em tecnologia
- ~13×
- a renda de hoje sobre a bolsa da época — 6 egressos vieram de bolsa FAPES, e todos seguem em tecnologia
Ressalva: O prêmio internacional é ARTEFATO do método: os dois grupos são precificados na mesma tabela brasileira, e o modelo não sabe em que moeda cada um recebe. Ver a trajetória salarial para o cenário com o padrão observado de pagamento em dólar.
50 no coorte, 49 no modelo salarial. O coorte tem os egressos localizados; o modelo salarial cobre os que têm trajetória suficiente para estimar renda. A diferença é declarada em vez de escondida atrás de um número só.
Crescimento financeiro por anos de experiência
A trajetória REAL é o que o coorte ganhou em cada época, corrigido para hoje. A linha `a valores de hoje` é o que o mercado de agora paga por aquela experiência. No início elas se afastam — bolsa contra salário de iniciante — e convergem conforme o grupo entra no mercado.
trajetória real do coorte a valores de hoje faixa p25–p75 tracejado a partir de 15 anos: amostra fina
ESTIMATIVA de mercado. Cada egresso é precificado pela mediana da faixa de experiência dele — dois com os mesmos anos recebem o mesmo valor estimado. Nenhum salário foi coletado de ninguém.
O ponto de partida é tão baixo porque os anos de bolsa usam o valor documentado: R$ 800/mês em 2018 — o equivalente a R$ 1.205/mês em poder de compra de hoje. Bolsa FAPES de projeto de governo (nível VI). A bolsa de extensão anterior valia R$ 400/mês (2013–2014) — R$ 815 em poder de compra de hoje.
O mercado paga hoje R$ 2.587/mês a um iniciante — cerca de 2,1× o valor real daquela bolsa. O ganho dos egressos veio da QUALIFICAÇÃO, não do valor da bolsa.
Principais achados
- Salto de 8,0× (até 17,7×) na renda real Da bolsa de pesquisa/extensão ao mercado sênior, já descontada a inflação (poder de compra do ano-base).
- A bolsa foi trampolim, não teto A trajetória real alcança o valor de mercado por volta de 3 anos de experiência e cresce junto a partir daí — é o ponto em que as duas linhas do primeiro gráfico se encontram.
- 11 anos até sênior, na mediana E 10 dos 50 lideram ou gerenciam hoje; 16 já passaram por liderança.
- 13 em empregador internacional O primeiro emprego internacional aparece com cerca de 8 anos de carreira — não na entrada.
Escada de senioridade — mercado brasileiro
Salário médio por nível, em R$/mês. Fonte nacional com 17.046 respondentes, coleta 2026-02-23 a 2026-06-09. Do início — bolsa de pesquisa, abaixo até do estágio de mercado — ao sênior, os egressos subiram toda a escada.
A mediana estimada do coorte hoje fica entre Sênior e Especialista/Tech Lead nesta escada. No coorte, sênior chega com 10 anos de carreira na média, e especialista com 13,6. Em número: a mediana estimada do coorte (R$ 16.194) fica 11% acima do sênior nacional (R$ 14.608).
A versão anterior desenhava uma sombra em volta da escada, com piso e teto ilustrativos (CLT no estado de menor média, PJ no de maior). O próprio rótulo dizia que não era intervalo de confiança. Ficou de fora: faixa desenhada em volta de um número convida a lê-la como incerteza medida.
A mesma escada, edição a edição
`a valores de hoje` usa a edição 2026 para todos os níveis; `valor da época` usa a edição do ano em que cada senioridade foi atingida, corrigida por IPCA. A primeira responde 'quanto vale hoje'; a segunda, 'quanto valia quando aconteceu' — e a distância entre elas é a inflação do período.
R$/mês. A linha corta onde a amostra não alcança o mínimo — o buraco é a ausência do dado, não uma queda a zero.
média (mean), remuneração geral (sem filtro CLT/PJ). Valores nominais de cada edição — parte da variação é inflação.
Referência de mercado — Pesquisa Código Fonte 2026
17.046 respondentes · coleta 2026-02-23 a 2026-06-09 · média mensal em R$, auto-reportada · formulário online aberto e anônimo, divulgado pelos canais do Código Fonte TV
Por contrato
Por região
Por linguagem
Linguagem não causa salário: ela correlaciona com o tipo de empresa e de vaga que a usa.
O que esta fonte NÃO publica: por área/cargo (só distribuição percentual, sem R$); por tempo de experiência em anos (só gráficos, sem R$); por gênero (sem valores numéricos).
Licença: não declarada pela fonte. A fonte publica os resultados em página web, sem termos de uso nem licença de dados. Uso aqui: referência de mercado agregada e citada. Registrar a ausência é diferente de omitir — quem redistribuir este arquivo herda a mesma indefinição.
Onde a mediana esconde a variação
Dois grupos com a mesma mediana e espalhamentos diferentes contam histórias diferentes. O n vem ao lado de cada grupo: uma caixa desenhada com poucas pessoas parece tão firme quanto uma com muitas.
De onde eles vieram
Ensino, pesquisa e extensão como porta de entrada. Um egresso pode ter passado por mais de uma via — a soma passa de 50.
Formação → trilha → destino
Extensão, no registro oficial
0 dos 50 egressos aparecem na base de extensão do campus; 0 como bolsistas, e 6 com bolsa documentada em processo oficial.
Onde estão hoje
Por região
Por setor
Por porte
Região × porte
Célula vazia é ausência, não zero: com 50 pessoas numa matriz de 4×6, a maioria das combinações não existe.
| Multi/BigTech | Grande nac. | Média nac. | Startup/SU | Público | N/C | total | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ES | 2 | 6 | 4 | 8 | 1 | 4 | 25 |
| Remoto/ND | 2 | 5 | 4 | 2 | 13 | ||
| Outro BR | 3 | 1 | 3 | 1 | 8 | ||
| Exterior | 1 | 3 | 4 |
Internacionalização, ano a ano
Percentual do coorte ativo com empregador de fora do país, em cada ano. Os primeiros anos têm poucos egressos no mercado: a variação ali é de amostra, não de tendência.
% do coorte ativo. A linha corta onde a amostra não alcança o mínimo — o buraco é a ausência do dado, não uma queda a zero.
Decola a partir de 2020 e chega a 24% na última leitura — 12 de 50 em atividade.
Gênero e representação
Gênero inferido do primeiro nome, offline, por base pública de nomes. Não foi declarado por ninguém, e nome não determina identidade — o recorte serve a medir representação no agregado, nunca a classificar pessoa.
| Mulheres (7) | Homens (43) | |
|---|---|---|
| Renda estimada, mediana | R$ 16.931 | R$ 17.073 |
| Crescimento real, mediana | 9,1× | 6,1× |
| Em gestão ou liderança | 2 | 16 |
| Morando no exterior | 0 | 4 |
| Empregador internacional | 0 | 13 |
Elas começaram ganhando menos e cresceram mais: R$ 1.768 contra R$ 2.633 no início, 9,1× contra 6,1× de crescimento real.
Mulheres são 14% do coorte (7 de 50). Nas bolsas de pesquisa FAPES, 2 de 6 (33%) — acima da participação geral.
No coorte elas começaram ganhando menos e cresceram mais. Com 7 mulheres em 50 pessoas, cada uma pesa muito na mediana — o recorte indica, não mede.
No mercado, o gap é de −13% a −16% (Stack Overflow Developer Survey, mediana anual convertida para R$): 2022 — R$ 28.044 contra R$ 24.300 (-13%); 2021 — R$ 23.226 contra R$ 19.584 (-16%). O coorte tem sete mulheres e não sustentaria uma medida dessas. A referência grande diz que a diferença observada aqui não é peculiaridade local.
amostra pequena (7 mulheres) — leitura direcional, não estatística
O que o grupo faz
Função
Senioridade e origem do empregador
| Nível | Nacional | Exterior | Total |
|---|---|---|---|
| Pleno | 1 | 0 | 1 |
| Sênior | 18 | 8 | 26 |
| Espec./Tech Lead | 18 | 5 | 23 |
Métodos e práticas
Tecnologias mais citadas
Perfis de carreira
Os 50 egressos agrupados por comportamento de carreira — trilha, tempo, liderança e destino. Agrupamento estatístico, não rótulo de pessoa.
| Trilha | Pessoas | Anos, média | Em liderança | No exterior | Cargos no grupo |
|---|---|---|---|---|---|
| Dados | 8 | 11,7 | 0 | 0 | Analista de Dados · Consulting Engineer · Data Engineer · Engenheiro de Dados |
| Software | 38 | 11,7 | 14 | 0 | .NET Software Engineer · Analista Desenvolvedor Sênior · Analista Funcional Senior · Analista de Sistemas |
| Software | 4 | 10,7 | 2 | 4 | Android Developer · Engenheiro de software · Senior Software Engineer · Tech Lead |
A trilha no tempo
Onde estavam no primeiro terço da carreira, no meio, e hoje. A soma de cada coluna é o coorte inteiro.
| Trilha | Início (1º terço) | Meio | Atual |
|---|---|---|---|
| Software | 41 | 40 | 26 |
| Mobile | 5 | 3 | 3 |
| Dados | 1 | 4 | 8 |
| Gestão/Lid. | 3 | 3 | 12 |
| Acadêmico | 1 |
Método e ressalvas
- Estimativa, não salário real
- Cruza os anos de experiência de cada egresso com a mediana de desenvolvedores e analistas de dados no Brasil (Stack Overflow Developer Survey), por câmbio e IPCA da época, trazidos ao ano-base.
- Início com valor real de bolsa
- Os anos de bolsa e estágio usam o valor documentado, cruzado com os registros da FAPES. É por isso que o ponto de partida é tão baixo — 42 passaram por bolsa de pesquisa ou extensão.
- Bolsa de projeto, não iniciação científica comum
- Os egressos estavam em bolsas FAPES de PROJETO de governo (R$ 800/mês) e de extensão (R$ 400/mês), não na IC padrão — que pela tabela vigente paga R$ 900/mês. Os egressos não estavam nesta modalidade: estavam em bolsa de PROJETO de governo, de valor mais alto. A comparação serve para dimensionar a ordem de grandeza. De todo modo, o mercado paga a um iniciante bem mais que qualquer uma delas: o ganho veio da QUALIFICAÇÃO, não do valor da bolsa.
- Anonimizado
- Sem nomes, empresas ou localidades neste painel. Apenas trilha e anos de experiência. Os perfis aparecem como rótulos A–AX.
- Amostra pequena na cauda
- Nas faixas de mais experiência há poucos egressos de carreira longa; a curva ali é indicativa, e a faixa aparece tracejada por isso.